Enviado em 30.10.2015

Provedores de internet: 6 oportunidades e desafios previstos para a área

Estudos revelam que a internet brasileira não está preparada para suportar a demanda de usuários por serviços de banda larga fixa ou móvel. O crescimento de dados trafegados na rede se intensifica em escala exponencial e há ainda inúmeras regiões mais remotas do país disponíveis como campo fértil à expansão dos provedores menores, nos próximos anos. Entretanto, a necessidade de melhorar a infraestrutura de transmissão, adaptar-se às exigências legais e otimizar sua tecnologia para dar conta desse mercado são alguns desafios que prenunciam ótimas oportunidades aos gestores de visão.

Um estudo feito há alguns anos pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, revelou que a internet brasileira não está adequadamente preparada para suportar a demanda crescente dos usuários por serviços de banda larga fixa ou móvel. A tempestade de dados trafegados na rede se intensifica em escala exponencial e há ainda inúmeras regiões mais remotas do país (que não atraem as grandes operadoras) disponíveis como campo fértil à expansão dos provedores menores, nos próximos anos. Entretanto, a necessidade de melhorar a infraestrutura de transmissão, adaptar-se às exigências legais e otimizar sua tecnologia para dar conta desse mercado (ainda longe de ser saturado), são alguns desafios que prenunciam ótimas oportunidades aos gestores de visão.

Hoje vamos dar algumas dicas dos desafios que devem sem superados pelas empresas do setor nos próximos anos!

A possível regulamentação do Marco Civil da Internet

O novo Marco Civil da Internet está aprovado, mas alguns dispositivos ainda dependem de regulamentações para entrarem integralmente em vigor. Um dos pontos mais polêmicos é justamente o que trata da Neutralidade da Rede, previsto no art. 9º da Lei 12.965/20104. Temido pelos Provedores de Serviços de Internet (ISPs), o artigo impõe que todas as informações trafegadas na internet devem ser tratadas da mesma forma, transmitidas à mesma velocidade (fotos, vídeos ou textos).

A impossibilidade de segmentar o conteúdo, por origem e destino, serviço ou aplicativo (a não ser por motivos técnicos), caso seja, de fato regulamentada, “empurrará” os ISPs para redimensionarem suas redes, o que significa elevação de custos e, por consequência, do preço final ao consumidor, o que é péssimo em um momento de crise. Sem dúvida, um dos grandes desafios aos provedores de internet para 2016!

Aumento nas taxas de inadimplência dos assinantes

O Brasil já tinha, em abril deste ano, cerca de 55 milhões de inadimplentes (25% da população). E isso foi em abril, quando a acidez da crise ainda não tinha corroído, de forma tão intensa, a esperança (e os empregos!) dos brasileiros. A perspectiva dos especialistas é que o próximo ano é de aprofundamento da recessão, o que quer dizer mais desempregados e elevações nas taxas de inadimplência. Como lidar com a quebra dos pagamentos recorrentes (seja por falta de pagamento ou pelocancelamento de serviços), que tende a aumentar no ano que vem? Esses indicativos devem ser levados em consideração antes de se jogar em grandes investimentos.

Necessidade de migração para sistemas autônomos próprios

O desenvolvimento de sistemas autônomos para os provedores brasileiros é emergencial e quem não compreender isso pode estar fadado a ser expulso do setor por falta de competitividade. Um sistema autônomo é um grupo de redes IP, que compartilham uma mesma política de roteamento. Um AS (como é chamado) possui poder decisório sobre as distintas opções de caminhos externos (conexão com outros AS). Quem já se tornou um AS tem estrutura de conexão mais simples, pois não há necessidades de mudanças na configuração interna. Nem precisaria dizer que os custos se tornam mais baixos e isso pode “presentear” o cliente com preços menores, tornando a empresa muito mais competitiva.

Só para resumir: os provedores que não aderirem a esse sistema arcarão com valores mais altos pela interconexão dos dados trafegados. Como se não bastasse, com o exaurimento dos endereços IPv4 e a mudança para o IPv6, os provedores à margem dessas inovações dependerão cada vez mais de terceiros, até um limite em que seja inviável continuar as operações.

Urgência na migração para o IPv6

Mais um imediato desafio para os provedores de internet para 2016: quem ainda atua com o protocolo IPv4 tem sofrido para adquirir novos IPs, em função do já alertado esgotamento na quantidade de domínios. Vale lembrar que ainda há um estoque residual, mas que tem sido distribuído de acordo com regras extremamente rígidas. Uma delas é a que só permite a aquisição de 1.000 IPs a cada 6 meses, quantidade que costuma não contemplar as necessidades das empresas da área. Na prática, as restrições são uma maneira indireta de acelerar o processo de transição (só 20% dos sistemas autônomos já usam esse novo ambiente de rede). Nunca é demais lembrar que o protocolo IPv6 possui uma infinidade de domínios, além de maior segurança e qualidade de serviços. Está lançado um desafio que esconde muitas oportunidades de crescimento às operadoras que se anteciparem às inovações do mercado!

Novos entrantes pela possível liberação de outorga obrigatória por parte da Anatel

O Brasil tem hoje cerca de 4,5 mil provedores. Mas uma Resolução da Anatel pode multiplicar exponencialmente a concorrência nos próximos anos. A proposta da agência reguladora é liberar os pequenos provedores de internet de licença (entenda como “pequenos“, os que tiverem menos de 5 mil clientes). Não exigir mais SCM vai estimular os pequenos negócios do setor e, ao mesmo tempo, provocar uma chuva de novos entrantes. A proposta ainda vai ser discutida por 60 dias em audiência pública em Brasília, ainda este ano. Lidar com os pequenos é outro desafio importante para o próximo ano, especialmente se estes forem realmente dispensados de parte do fardo regulatório imposto aos demais.

Necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura

A Resolução 574/2011 (Regulamento de Gestão da Qualidade do Serviço de Comunicação Multimídia) trouxe a exigência de limites mínimos de velocidade da banda larga, fixa ou móvel, que serão exigidos por meio de uma escala gradual. Desde novembro de 2014, as taxas de transmissão média (upload e download) devem circular na faixa dos 80% da velocidade contratada. Já as taxas de transmissão instantânea, 40%. Indicadores como velocidade instantânea, velocidade média, latência, jitter (variação de latência), perda de pacotes e disponibilidade serão acompanhados de perto pela Anatel.

Quem trabalha na área sabe que, quando o assunto é TI, a única constância é a mudança permanente. Assim, se os desafios são imensos, certamente refletem um oceano de oportunidades para os provedores de internet que estiverem prontos para as evoluções do mercado.

O seu provedor de internet está preparado para superar esses desafios e aproveitar as oportunidades? Deixe um comentário sobre o assunto e participe da conversa!

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