A importância dos provedores no trabalho híbrido pós pandemia
Enviado em 25.10.2021

A importância dos provedores no trabalho híbrido pós pandemia

O mundo do trabalho pós-pandemia do coronavírus nunca mais será o mesmo. Os impactos que a nova realidade trouxe foram tão grandes que […]

O mundo do trabalho pós-pandemia do coronavírus nunca mais será o mesmo. Os impactos que a nova realidade trouxe foram tão grandes que devem permanecer na sociedade e ditar novos rumos e caminhos. Em todos os aspectos e, entre eles, no formato laboral. A partir de agora, muitas das atividades serão híbridas, conciliando a presença física com as entregas online e virtuais que, inclusive, podem possibilitar mais produtividade que as primeiras. Nesse sentido, além de muitos itens importantes no que se chama de “novo normal”, os provedores de internet têm papel fundamental para viabilizar a heterogeneidade da vida a partir de então.

O mercado já está sentindo isso. Pesquisa da Technology Review Brasil, com a chancela do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), aponta que 100% dos 1,4 mil entrevistados acreditam que o modelo híbrido predominará nas empresas, misturando espaços corporativos com o home office, mesmo quando a pandemia e seus efeitos tiverem ido embora. A ideia é que seja possível unir as vantagens de cada um dos ambientes, potencializando a realidade de trabalho. Entretanto, nada disso será possível se não houver estrutura para isso. E, neste caso, observa-se a necessidade de uma boa infraestrutura, principalmente de internet.

Obviamente que essa realidade tem permeado por todas as atividades e níveis sociais. Na educação, por exemplo, também foi necessário adaptar-se à nova realidade. Entretanto, ninguém teve mais aceitação que o trabalhador, junto das empresas. Grande parte das empresas e trabalhadores concordam que ambos têm ganhos adotando uma rotina híbrida com diversos formatos, alguns ficam metade da semana em casa e a outra metade no escritório e outros 100% home office, temos observado várias combinações. Os números da pesquisa confirmam: apenas 6,5% não querem trabalhar nenhum dia em casa, enquanto que 93,5% querem, pelo menos, um dia de trabalho em formato home office. Desse total, 10% não querem voltar para o escritório de forma alguma.

Isso porque, apesar de todas as dificuldades e desafios já enfrentados e a grande maioria já superados, o home office se mostra cada dia mais vantajoso em muitos aspectos: alguns indivíduos melhoraram sua produtividade; as reuniões têm mais foco e são mais objetivas; ao mesmo tempo em que trabalham, os funcionários podem passar mais tempo com a família, conviver com filhos; além disso, sobra mais tempo livre, afinal, tempo gasto com deslocamento e transporte, neste momento, não existe mais; e, consequentemente, os custos diminuíram, tanto em relação ao transporte para o trabalho quanto no que se refere à alimentação, já que almoçar em casa é bem mais barato do que fora dela.

Por outro lado, os inconvenientes que surgiram podem, facilmente, ser resolvidos: falta de contato pessoal com os colegas; concentração afetada, justamente, por conta da presença da família ou, até mesmo, de animais de estimação – nesse caso, é uma faca de dois gumes, porque pode ser vantagem ou não; a sensação de que se está disponível para o trabalho o tempo todo; necessidade maior de pró-atividade; e falta de infraestrutura, como cadeiras e mesas adequadas, além de equipamentos eletrônicos, desde impressoras, scanners, dispositivos como computador e celular, além, é claro da internet. E é aí que entram os provedores, tão necessários e fundamentais para ajudar a amenizar a realidade problemática encontrada em alguns home offices.

A despeito de tudo isso, algumas empresas já sinalizarão que não voltarão ao escritório nunca mais. Isso porque gostaram e se adaptaram muito melhor ao modelo híbrido, que virou tendência e realidade por causa da pandemia, segundo a pesquisa da Technology Review Brasil, muito embora já estivesse previsto em legislações trabalhistas, muitas empresas ainda não haviam sequer testado o home office e na pandemia se viram obrigadas a se adaptar. Isso não significa, necessariamente, que os funcionários trabalharam de casa. Poderão, também, atuar desde coworkings e espaços colaborativos. Em ambos os casos, a internet será indispensável. Aliás, nunca se percebeu tanto como nestes tempos a importância de ser ter uma boa conexão, uma boa rede, um bom pacote de dados e tudo o mais que, antes, parecia talvez supérfluo.

Sabe por que? Porque algumas ferramentas tecnológicas como plataformas corporativas, sites e aplicativos agora fazem parte da rotina diária dos escritórios, independentemente, de quais atividades sejam. Nesse sistema híbrido, os funcionários até poderão optar se querem trabalhar de casa, coworking ou da empresa. Afinal, o escritório do dito “futuro” que é nosso presente, está em qualquer lugar com funcionários espalhados por todos os lugares. Já existem inúmeras e difundidas ferramentas de controle de ponto feito de forma online, por aplicativos, ferramentas de VoIP e reuniões, pensadas para o sucesso e conforto do home office, e isso tem se reproduzido em grande escala, em todas as áreas.

De acordo com pesquisa da Fundação Dom Cabral, 54% dos profissionais entrevistados pretendem solicitar às chefias a modalidade home office integral, mesmo depois de que a pandemia acabar e 73,8% das empresas deverão instituir esse tipo de trabalho como prática definitiva, independentemente, da pandemia. Ainda assim, conforme pesquisadores do MIT, o Brasil é o quinto país do mundo com maior dificuldade em adaptação do trabalho em casa. Boa parte desse desafio se dá por conta da falta ou deficitária infraestrutura tecnológica, o que inclui computadores obsoletos e muitas vezes o precário acesso à internet.

É um cenário que carecerá de muita atenção, até porque o consumo de internet aumentou por conta do teletrabalho e continuará em alta por causa da manutenção do home-office. Ao menos uma em cada cinco profissões no Brasil adotarão esse sistema de forma definitiva, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea): 22,7% das ocupações – ou mais de 20 milhões de trabalhadores no país – poderão migrar para o trabalho híbrido. Onde estão esses funcionários? Principalmente no segmento de serviços (89%), seguido pelas indústrias (79%) e comércios (73%). Assim, o país se torna o 45º de do mundo e o segundo colocado na América Latina.

Dentro da chamada “Pilha de Tecnologia”, há uma série de aspectos que devem ser levados em conta: “conectividade, fixa e/ou móvel; hardware e dispositivos; soluções de comunicação e colaboração; integração com diversos sistemas corporativos, entre eles gestão e produtividade, LGPD, segurança de acesso, dispositivos, aplicações e suporte”.

Como se não bastassem os desafios que já existem, outros se impõem: a chegada do 5G, o blockchain e a internet das coisas, que estão conectando máquinas e equipamentos em casa, nos edifícios, construções e estruturas arquitetônicas. Não é um futuro distópico como se fossem aqueles apresentados em filmes e séries de ficção. Ao contrário, é o prenúncio de um futuro disruptivo.

Por isso é que as empresas de tecnologia e inovação serão essenciais e indispensáveis para oferecer as soluções aos problemas que se apresentarão. São elas que garantirão segurança e condições de trabalho. Percebe como os efeitos da pandemia do coronavírus no ambiente laboral está transformando a realidade presencial em virtual e o quanto isso interfere, direta e fortemente, no trabalho dos provedores de internet? E que, numa via de mão dupla ou círculo virtuoso, são esses mesmos personagens tecnológicos que possibilitarão maior produtividade. A digitalização foi rápida demais e isso provocou um impacto irreversível.

Mas, a grande questão é: como os provedores de internet são importantes nessa nova etapa de trabalho? Afinal, de que forma são essenciais? Como podem contribuir para a realidade híbrida do mercado laboral? Em primeiro lugar, como já se demonstrou, a tecnologia será fundamental para manter a produtividade dos trabalhadores e das empresas. Portanto, acesso a redes rápidas, estáveis e principalmente seguras, além de ferramentas criadas especificamente para as determinadas funções, fazem-se iminentemente urgentes. Talvez até por isso é que, de acordo com a Nasdaq, profissões como desenvolvedores de softwares, especialistas em rede, suporte técnico e mecânicos de máquinas indústrias estão entre os cargos mais necessitados. A pouco tempo atrás, quando se falava que a linguagem de programação é o idioma do futuro, não se imaginava que ele chegaria tão cedo. Daqui para frente, quem se candidatar a uma vaga de trabalho precisará ter habilidades como desenvolvimento web, otimização de mecanismos de pesquisa (SEO), UX Design, estatística e visualização de dados, entre outras já tão importantes. Afinal, hoje em dia, grande parte da comunicação entre funcionários e empresas se dá a partir da nuvem. Antes, não era preciso tudo isso. Mas o passado é passado e nosso dito “novo normal” exige mais segurança online, mais infraestrutura e mais suporte técnico. Quem dará conta de tudo? Os provedores, claro! Pequenos ou grandes, serão eles os responsáveis por gerenciar e manter a orquestra tocando.

Todavia, nada disso importa se não houver uma oferta de infraestrutura de conectividade compatível com a necessidade de mercado. E um dos aspectos que estão se tornando cada vez mais necessários aos consumidores são as chamadas redes híbridas, ofertadas pelos provedores. Afinal, a nova realidade de trabalho alterou a forma como nos conectamos, diariamente. O usuário precisa de uma conexão rápida, segura e eficaz porque participa de um enorme número de reuniões e armazena ou manuseia uma infinidade de arquivos e documentos importantes, alguns até confidenciais, necessita de muita estabilidade e segurança na rede. Então, o provedor que entregar um serviço mais robusto, estável e seguro aos clientes certamente sairá na frente. Não é mais uma questão de luxo, mas, sim, de necessidade eminente.

Lacier Dias,
Professor da VLSM para IPv6, Arquitetura, Design e Roteamento para redes, consultor para provedores de internet e redes corporativas. Diretor técnico da Solintel

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