Enviado em 02.04.2018

Check-list – Um bom começo

Seja para começar um projeto ou uma instalação, fazer uma vistoria, entender as necessidades do outro lado e definindo muito bem o escopo nos permite um bom start para qualquer trabalho.

Seja para começar um projeto ou uma instalação, fazer uma vistoria, entender as necessidades do outro lado e definindo muito bem o escopo nos permite um bom start para qualquer trabalho.

Por várias vezes me deparei com atividades onde um levantamento fino inicial foi solicitado. Como tenho a mania de me organizar antes de qualquer atividade sempre faço um check-list para tentar não esquecer de nada durante o levantamento. Esta prática nos ajuda no sentido de buscar todas as informações necessárias para uma resposta rápida e segura da atividade em questão.

Um check-list pode atender a demandas distintas, desde um único ambiente técnico como uma pequena Sala de Telecomunicações, ou como um grande complexo com “n” Salas Técnicas, diversos backbones, pontos de entrada, e etc. Neste levantamento devemos nos atentar para todos os aspectos relevantes da atividade. Transcrevo abaixo alguns (pois não se limitam a estes exemplos) destes pontos importantes, os quais podem auxiliá-los em algum momento:

Cabeamento Estruturado:

  • Qual é o ambiente sob vistoria? Sala de Entrada, Sala de Telecomunicações, Sala de Equipamentos;
  • Quais as dimensões e localização da sala?
  • Por onde entra o cabo externo?
  • Quais as dimensões da infraestrutura de acesso (há espaço para mais cabos?)?
  • Os racks possuem espaço disponível?
  • Os pacth-panels têm portas vagas?
  • Há espelhamento de ativos?
  • Quais são os cabos que chegam/saem da sala?
  • Quais os tipos de conectores ópticos e seus respectivos polimentos?
  • Qual a categoria de desempenho do cabeamento?
  • A solução instalada é de um único fabricante ou “multimarcas”?
  • Quais as aplicações que estão sendo utilizadas no cabeamento (voz, dados, imagem, automação…)?

Elétrica:

  • A alimentação dos equipamentos de rede vêm de rede elétrica estabilizada?
  • Há circuitos disponíveis?
  • A rede estabilizada alimenta apenas os equipamentos da rede?
  • O quadro elétrico está instalado em outro ambiente ou no ambiente de Telecom?

Aterramento:

  • Há aterramento dos sistemas de Telecom?
  • Existe vinculação com o aterramento em cada sala técnica?
  • O aterramento está equalizado?
  • Há histórico de queimas de equipamentos?
  • Todas as partes metálicas que compreendem o cabeamento (infraestrutura, racks, quadros…) estão vinculadas?

Refrigeração do ambiente:

  • Há sistema de refrigeração na sala técnica?
  • O sistema de refrigeração é redundante?
  • Qual a temperatura do local?
  • Existem vazamentos / goteiras das tubulações?

Monitoramento:

  • A sala ou ambiente é monitorado por câmeras de CFTV?
  • Está funcionando?
  • As imagens são gravadas?
  • São realizados backups?

Controle de Acesso:

  • Há controle de acesso no ambiente?
  • As pessoas autorizadas são, realmente, habilitadas para acessar o local?

Sistema de Alarme e Combate a Incêndio:

  • Quais são os tipos de equipamentos instalados na prevenção e combate a incêndio?
  • Os sistemas estão aferidos e dentro do período de validade?
  • Há manutenção periódica dos sistemas pelo Corpo de Bombeiros ou terceiros?

Outros:

  • Há piso elevado e / ou forro na sala? Qual o estado de conservação?
  • Como se encontram os patch-cords no rack? Bem acomodados ou embolados?
  • Como se encontram os cabos sob o piso/forro? Cabos de Telecom, elétricos, automação, tubulações de combate a incêndio disputam espaço?
  • Existem materiais / produto de limpeza, ou de outra natureza, armazenados na sala?
  • Há falhas estruturais?
  • Existem outras disciplinas que não sejam destinadas ao funcionamento da rede no ambiente?

Portanto, estas são apenas algumas das perguntas que devemos fazer para iniciar (ou vistoriar) qualquer atividade na Infraestrutura de Redes. Com as respostas adquiridas e um bom registro fotográfico podemos gerar um rico relatório que dará, a uma séria e comprometida gestão, condições de iniciar ou de manter o ambiente que já possui.

Levem isto a sério, pois com um trabalho inicial bem feito as chances de sucesso são grandes. Por outro lado, e dá brecha para outro artigo, manter um sistema com todos estes aspectos citados é um outro assunto!

Reinaldo Vignoli é Engenheiro Eletricista, formado pela PUC/MG em 1994, possui MBA em Gerenciamento de Projetos, especialista em Projetos de Infraestrutura Física de Redes e Professor Universitário. Vignoli também é consultor e projetista, ministra treinamentos técnicos de cabeamento estruturado e redes ópticas e é colaborador da norma de cabeamento estruturado ABNT NBR 14565:2013, além de produtor de conteúdo sobre cabeamento em mídias sociais.
Site: www.rvconsultoria.com.br

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