Enviado em 28.03.2018

Qual o Plano?

É praticamente impossível conviver com o cenário de constante evolução que estamos enfrentando no Brasil e no mundo com a velocidade que as tecnologias transformam nas coisas que somos obrigados a conviver, sob o risco de ficarmos ultrapassados.

É praticamente impossível conviver com o cenário de constante evolução que estamos enfrentando no Brasil e no mundo com a velocidade que as tecnologias transformam nas coisas que somos obrigados a conviver, sob o risco de ficarmos ultrapassados.

 

Os provedores regionais têm experimentado na pele toda pressão de ter que alterar o curso a cada instante alinhando às expectativas de seus clientes e atualizando-se ao mercado. E, neste sentido, não há outra coisa a fazer senão mudar… Mudança requer investimento, orientação e uma fundamental premissa: PLANEJAMENTO.

 

O planejamento tem efeito direto na gestão de nosso provedor e de como estamos enfrentando as alterações necessárias utilizando-se das análises de mercados com foco nas oportunidades a curto, médio e longo prazo. Com isso, não há como desassociar-se da necessidade de elaborar um PLANO.

 

Portanto, vamos traduzir na prática o que podemos fazer.

 

Podemos ter o provedor de internet em diversos cenários que cada qual tem sua particularidade e não há cadências semelhantes nos planejamentos, tampouco, nos planos.

 

Quando um provedor está iniciando as operações podemos dizer que o planejamento vem desde o estratégico ao tático operacional, passando pelas premissas da Missão, Visão e Valores, levantamento e análise de mercado, levantamento de custos, análise financeira macroeconômica e estudo das concorrências. Sendo assim, faz-se o plano de ativação desta unidade de negócio com todos os cuidados que o compõe na totalidade de seus desafios de um novo negócio em um mercado já em exploração.

 

Por outro lado, na grande maioria, já temos nossos provedores regionais na difícil batalha de ajustar-se às necessidades de profissionalizar e manter-se em franco crescimento. Daí é que queremos chegar…

 

Vamos sugerir algumas reflexões que possibilitem uma melhor avaliação da necessidade de seu PLANEJAMENTO e claro, do seu PLANO.

 

Para Thomas Freud, o processo de planejamento trata-se de uma técnica por meio da qual se faz possível a administração das relações com o futuro. Trata-se, pois, do processo por meio do qual se estabelecem os objetivos almejados, assim como um curso de ação necessário para que se faça possível a concretização de tal empreitada, além dos meios de controle, para que se assegure que o processo não se desvie do curso desejado. Portanto, o PLANEJAMENTO é, resumidamente falando, saber o objetivo do que se espera e definir como será feito para realização do mesmo.

 

Para o Professor Chiavenato, um mestre das Administrações de Empresas ela ressalta:

1) Defina seus objetivos;

2) Como está sua posição atual em relação à eles;

3) Desenvolva as condições futuras para elaboração de planos;

4) Analise as possibilidades alternativas de ação;

5) Escolha sobre as diversas alternativas, a melhor e não a mais barata;

6) Realizar os Planos necessários e avaliar

 

Muito bem, meus caros, podemos dizer que os provedores regionais precisam de uma coisa extremamente escassa do seu dia-a-dia para fazer planejamento que é TEMPO. Não podemos concluir que todas essas reflexões aconteçam entre um minuto ou outro enquanto faz-se uma configuração de servidor, atende um cliente, compra fibra, etc.

Fazer uma escolha para ser assertivo no futuro requer reflexões que vão desde a ter o objetivo bem definido, as análises de melhores práticas do mercado, as opções de custos e seus benefícios, a implementação e, acima de tudo, avaliação. Avaliar é avaliar mesmo, certo ou errado, positivo e negativo! É melhor realinhar do que inventar outro.

 

Saindo desta esfera, temos o que chamamos de Planos que é o conjunto de ações necessários para conquistar o planejamento, dando a orientação e sistematização para a conquista de tais objetivos.

 

Vários são os planos que podemos desenvolver em nosso provedor, mas vamos destacar alguns que estão sendo necessários para a melhoria continua de nossas operações.

 

PLANO DE CONTAS: é a estrutura sobre a qual se constrói e elabora a escrituração financeira da empresa, com a finalidade de mantê-la ordenada e assim obter, de maneira clara e objetiva, os dois instrumentos informativos mais importantes da contabilidade: O Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício. (http://blog.sigecloud.com.br/o-que-e-um-plano-de-contas/)

 

PLANO DE VENDAS: é um documento curto, simples e direto. Ele deve conter essencialmente os seus objetivos e metas de receita e as ações para conquistar novos clientes e crescer as vendas a partir dos clientes existentes. Esse fator tem sido bastante discutido dentro dos nossos provedores por conta do elevado custo de subsídio que se tem para aquisição de clientes. Em alguns casos, a venda tem relação direta com o fluxo de caixa, como exemplo: ativação de FTTH.

 

PLANO DE RECURSOS HUMANOS: é a elaboração de cargos, funções e atividades que possuem na operação que requer de quem executa as habilidades necessárias para o exercício. Em comunhão com esse plano podem (e devem) estar o Plano de Carreira, Cargos e Salários, Benefícios e entre outros.

 

PLANO TÁTICO OPERACIONAL: é o registro de como as funções devem ser exercidas e, todos os ambientes pelas tarefas de rotinas, objetivos de cada departamento, recursos necessários para o exercício e os prazos.

 

Enfim, estimados leitores, nossa reflexão desta vez sobre “Qual é o Plano?”, foi promover uma reflexão que decisões não podem ser tomadas diariamente sem reflexões, sem registros, sem metas e envolvidos. Lembre-se que o tempo pode ser o aliado, mas pode antagonicamente ser o inimigo de todos os provedores regionais se não destinarem em suas atividades uma pausa para refletir e PLANEJAR.

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