Enviado em 20.10.2017

Perturbações Eletromagnéticas

A energia fornecida pela concessionária de serviços de eletricidade possui certas características, como tensão, corrente e frequência, que podem sofrer perturbações eletromagnéticas.

A energia fornecida pela concessionária de serviços de eletricidade possui certas características, como tensão, corrente e frequência, que podem sofrer perturbações eletromagnéticas. A estabilidade no fornecimento da energia elétrica normalmente é garantida pela concessionária permitindo o funcionamento correto da maioria dos aparelhos eletroeletrônicos. Entretanto, a frequência pode variar do padrão fornecido devido a problemas na fonte de energia ou falhas de comutação no sistema da concessionária. Por exemplo, no caso de alguma falha na rede de alta tensão local, poderá ocorrer um desequilíbrio entre a produção e o consumo de eletricidade. Este fato pode provocar flutuações consideráveis na frequência da energia fornecida e uma perturbação eletromagnética que acaba interferindo diretamente no funcionamento de equipamentos elétricos diversos, fontes de alimentação e outros dispositivos eletrônicos que funcionam sobre uma base de tempo dependente da frequência da rede elétrica (60 Hz).

Uma perturbação eletromagnética é, pois, todo fenômeno eletromagnético, notadamente um “ruído eletromagnético”, um sinal indesejado ou a modificação não planejada do próprio meio de transmissão, suscetível de criar problemas de funcionamento em equipamentos ou sistemas de comunicação. Essas perturbações podem tomar a forma de variações na tensão, variações na corrente, variações na frequência e ruído elétrico.

As perturbações eletromagnéticas devem-se a fenômenos de diferentes tipos e origens. O conhecimento desses fenômenos facilita a classificação das perturbações e a busca por soluções contra os seus efeitos. Neste contexto, os principais fenômenos de perturbação eletromagnética que interferem no funcionamento de redes de comunicação de ISP’s são:

  • Harmônicos;
  • Inter harmônicos;
  • Flutuações de tensão;
  • Quedas de tensão e cortes momentâneos;
  • Desequilíbrios na tensão trifásica;
  • Transmissão de sinais pela rede elétrica;
  • Desvios de frequência;
  • Perturbações transitórias e sobretensões;
  • Descargas eletrostáticas;
  • Campos eletromagnéticos.

 

A própria multiplicação e extensão da rede de comunicação se torna uma causa suplementar de produção e propagação de perturbações eletromagnéticas que podem ainda ser transmitidas pelo cabeamento de rede e ligações entre os equipamentos e o aterramento, assim como sem contato físico, ou seja, por irradiação. Infelizmente, nem sempre tais problemas são de fácil localização e solução, demandando um cuidadoso trabalho de pesquisa. Todavia, eles requerem uma atenção imediata dos administradores da rede do ISP, sob pena de sérios prejuízos ao funcionamento dos sistemas no futuro.

O importante é lembrar que qualquer perturbação eletromagnética deve ser limitada a um nível tal que permita aos equipamentos funcionarem conforme sua destinação. Os equipamentos devem apresentar níveis adequados de imunidade contra as perturbações eletromagnéticas de diferentes origens, permitindo seu funcionamento isento de falhas. A escolha dos equipamentos e demais acessórios que irão compor a rede do ISP é importante, porém a localização física e as condições de instalação são partes integrantes dos parâmetros que nos permitem monitorar os efeitos das perturbações e definir um projeto que garanta o correto funcionamento do sistema.

Gerente de Engenharia e Operações na BRIP Multimídia. Profissional com mais de 20 anos de carreira desenvolvida nas áreas de gestão e operação de redes de telecomunicações, teleprocessamento e automação, com ênfase em projetos de infraestrutura. Sólidos conhecimentos em gestão tecnológica, com cursos de especialização em sistemas de telecomunicações, teleprocessamento, automação industrial e redes de computadores. Desenvolvimento e aplicação de treinamentos técnicos em empresas no segmento de telecomunicações. Autoria de diversos livros e artigos técnicos e científicos, publicações, organização de Congressos e participação como palestrante e convidado.

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