Enviado em 13.10.2017

PON Sobre LAN

Redes PON reduzem significativamente o custo de projeto, instalação e operação e os equipamentos disponíveis atualmente oferecem funcionalidades de gerenciamento que atendem plenamente as necessidades das redes locais de computadores.

Um dos grandes desafios dos integradores e demais profissionais envolvidos no projeto de redes de comunicação na atualidade é estender a transmissão óptica numa rede local de computadores usando soluções que viabilizem tecnicamente e financeiramente o projeto da infraestrutura seguindo as premissas dos sistemas de cabeamento estruturado. Um projeto como esse deve contemplar no seu escopo o compartilhamento da capacidade de transmissão da fibra óptica entre os todos usuários, a amortização dos custos relacionados à compra de equipamentos através do ganho em escala no atendimento das demandas dos participantes e pela diversificação dos serviços ofertados na rede.

Redes Locais de Computadores (LAN’s) que utilizam em sua infraestrutura o cabeamento metálico ainda apresentam algumas limitações na sua capacidade de transmissão, bem como nas distâncias que conseguem cobrir. Considerando tais fatores é possível atender as necessidades atuais e futuras da rede local usando uma solução baseada em Redes Ópticas Passivas (Passive Optical Network – PON).

Uma Rede Óptica Passiva sobre LAN (Passive Optical LAN – POL) é, por natureza, uma rede PON que contempla um misto de topologias de acordo com uma estratégia de cobertura devidamente delineada e com grande flexibilidade na arquitetura, podendo ser adaptada conforme a necessidade de cada projeto. Por exemplo, usando uma topologia ponto-multiponto entre o núcleo da rede e as respectivas áreas de trabalho, teremos apenas elementos ópticos passivos que viabilizam muitas opções de configuração. Essa estruturação da rede local com menor número de elementos permite que todos os equipamentos ativos fiquem acondicionados nas salas de equipamentos ou ambientes similares, o que traz diversas vantagens técnicas, econômicas e mesmo “verdes”. Entre essas vantagens podemos citar melhorias quanto a disponibilidade e confiabilidade da rede, uma apreciável redução no uso de materiais, redução no consumo de energia e menor ocupação de espaços.

Outro ponto relevante é a viabilização de projetos em âmbito metropolitano, com extensões de redes até 20km, sem a necessidade de inserir qualquer tipo de equipamento ativo entre o núcleo da rede e os segmentos atendidos, simplificando bastante a infraestrutura das salas de telecomunicações. Além disso, a estruturação da rede em fibra óptica permite suportar mudanças de tecnologia sem necessidade de alterações na infraestrutura de cabeamento.

Redes PON reduzem significativamente o custo de projeto, instalação e operação e os equipamentos disponíveis atualmente oferecem funcionalidades de gerenciamento que atendem plenamente as necessidades das redes locais de computadores. Entretanto, ainda existem algumas questões que envolvem a interoperabilidade entre equipamentos de diferentes fabricantes, que têm sido alvo de estudos e padronização pelo FSAN (Full Service Access Network Group), que tem o compromisso de promover a definição dos padrões para as redes PON.

Gerente de Engenharia e Operações na BRIP Multimídia. Profissional com mais de 20 anos de carreira desenvolvida nas áreas de gestão e operação de redes de telecomunicações, teleprocessamento e automação, com ênfase em projetos de infraestrutura. Sólidos conhecimentos em gestão tecnológica, com cursos de especialização em sistemas de telecomunicações, teleprocessamento, automação industrial e redes de computadores. Desenvolvimento e aplicação de treinamentos técnicos em empresas no segmento de telecomunicações. Autoria de diversos livros e artigos técnicos e científicos, publicações, organização de Congressos e participação como palestrante e convidado.

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