Enviado em 11.08.2017

Internet das Coisas

No Brasil, o MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) deverá lançar ainda em 2017, o Plano Nacional da Internet das Coisas, que visa estabelecer as políticas públicas para o desenvolvimento do mercado de IoT no Brasil.

É fato incontroverso que a Internet possibilitou que as comunicações atingissem um novo patamar, um nível mais avançado, englobando serviços, máquinas e pessoas, e não há dúvidas de que a infraestrutura voltada para a Internet também trilha novos caminhos que exigem o projeto e a construção de novas redes de comunicação, e o redimensionamento das redes existentes. Tudo isso porque os usuários dessa nova Internet não apenas procuram por produtos novos e customizáveis, mas também querem acesso imediato ao mais avançado e inovador em termos tecnológicos.

Enquanto a Internet é a camada física composta principalmente por switches, roteadores e outros equipamentos eletrônicos interligados ao redor do mundo, tendo como função o transporte de informações de um ponto a outro de forma rápida, confiável e segura e a Web é a camada de aplicativos que opera sobre a Internet e tem como função oferecer a interface que transforma as informações que fluem pela Internet em algo utilizável, a Internet das Coisas (Internet of Things – IoT), esse termo foi cunhado originalmente pelo pesquisador britânico Kevin Ashton, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em 1999, é uma rede de objetos físicos, sistemas, plataformas e aplicativos com tecnologia embarcada, onde todos os participantes se comunicam e interagem de forma autônoma. Esta forma de comunicação contribui para aumentar a eficiência de sistemas e processos, habilitar novos serviços e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Nesse contexto, a Internet das Coisas é uma evolução da Internet que conhecemos, onde novas aplicações Web são desenvolvidas para melhorar a forma como as pessoas vivem, aprendem, trabalham e se divertem.

Atualmente, não só computadores convencionais estão conectados, como também uma grande heterogeneidade de objetos como automóveis, eletrodomésticos, smartphones, consoles de jogos, webcams tem acesso à Internet, e essa lista aumenta a cada dia. Isto faz da IoT é uma das principais tecnologias emergentes que contribuem para concretizar novos domínios de aplicação de serviços de comunicação digital.

Podemos definir os serviços de comunicação digital como uma combinação de tecnologia da informação e tecnologia de operação para melhor desempenho dos negócios e os Provedores de Serviços de Internet não podem ficar de fora diante da possibilidade da geração de oportunidades de novos negócios com maior valor agregado, incluindo segmentos de mercado com foco em nichos especiais (entretenimento, saúde, agronegócio, cidades inteligentes, mobilidade urbana etc.), e o fortalecimento do relacionamento com os consumidores.

No Brasil, o MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) deverá lançar ainda em 2017, o Plano Nacional da Internet das Coisas, que visa estabelecer as políticas públicas para o desenvolvimento do mercado de IoT no Brasil.

Gerente de Engenharia e Operações na BRIP Multimídia.
Profissional com mais de 20 anos de carreira desenvolvida nas áreas de gestão e operação de redes de telecomunicações, teleprocessamento e automação, com ênfase em projetos de infraestrutura.
Sólidos conhecimentos em gestão tecnológica, com cursos de especialização em sistemas de telecomunicações, teleprocessamento, automação industrial e redes de computadores. Desenvolvimento e aplicação de treinamentos técnicos em empresas no segmento de telecomunicações.
Autoria de diversos livros e artigos técnicos e científicos, publicações, organização de Congressos e participação como palestrante e convidado.

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