Enviado em 16.06.2017

Sala de Telecomunicações – Porque segmentar a Rede?

A Sala de Telecomunicações ou, simplesmente, TR, é o ambiente que faz a transição de um backbone para o cabeamento horizontal.

Dando continuidade ao que foi abordado em meu último post aqui no ISPBLOG, gostaria de acrescentar algo mais à estruturação de ambientes técnicos. Uma edificação não deve ser refém de apenas uma sala técnica, ou seja, esta suposta única sala ser responsável por atender todos os ambientes e andares de um prédio. Persistindo desta maneira, concentramos riscos para um único local e a gestão é mais complexa. Para isso, as normas NBR 14565 e 16415, nos auxiliam na melhor distribuição de nossa rede utilizando diferentes ambientes para segmentar e distribuir de maneira mais inteligente nosso cabeamento.

A Sala de Telecomunicações ou, simplesmente, TR, é o ambiente que faz a transição de um backbone para o cabeamento horizontal. As TRs devem ser posicionadas em cada pavimento da edificação, conforme recomendação das normas acima citadas, sendo que uma TR deve ficar responsável por cada 1.000 m² de área útil daquele andar. As mesmas normas citam a possibilidade de atender a andares adjacentes através de uma TR, uma vez que o andar a ser atendido tenha uma concentração de pontos pequenos, ou quando a área deste pavimento for pouco ocupada. Em outras palavras, “os caminhos horizontais devem terminar na Sala de Telecomunicações, localizada no mesmo pavimento da área atendida ou em pavimentos adjacentes”, conforme aponta o item 5.2.4 da NBR 16415. Veja a visão geral de uma distribuição predial abaixo:

LEGENDA:

EF – Infraestrutura de Entrada

ER – Sala de Equipamentos

TR – Sala de Telecomunicações

TO – Tomada de Telecomunicações

CP – Ponto de Consolidação ou Muto (a)

Por ser uma área técnica, a TR requer que o acesso ao seu ambiente seja controlado, assim como na Sala de Equipamentos, e também é importante que possua acesso independente, evitando entrar em outra sala para acessar a TR. Esta medida se torna fundamental para garantir liberdade de acesso à equipe de manutenção quando esta for requisitada. E, como citado no post sobre Salas de Equipamentos, as condições climáticas do ambiente também são fundamentais. Consulte lá a tabela de temperatura indicada para salas técnicas.

Veja, abaixo, as dimensões recomendadas para as Salas de Equipamentos e de Telecomunicações:

Dimensionamento de Salas de Telecomunicações

 

Dimensionamento de
Salas de Equipamentos (ER) para
Hospitais, Universidades, Hotéis, etc

Obs.: Acrescer 1m² a ER para cada 10.000 m² adicionais de área do edifício

Dimensionamento de ER geral

Fontes de consulta:

  1. e-Book “O que você precisa saber sobre Cabeamento Estruturado” – Autor Reinaldo Vignoli – 2016;
  2. Livro “Cabeamento Estruturado – Projeto e Instalação” – Autor Paulo Sérgio Marin – 2015;
  3. Norma ABNT NBR 14565:2013 – “Cabeamento estruturado para edifícios comerciais e data centers”;
  4. Norma ABNT NBR 16415:2015 – “Caminhos e espaços para cabeamento estruturado”.
Reinaldo Vignoli é Engenheiro Eletricista, formado pela PUC/MG em 1994, possui MBA em Gerenciamento de Projetos, especialista em Projetos de Infraestrutura Física de Redes e Professor Universitário. Vignoli também é consultor e projetista, ministra treinamentos técnicos de cabeamento estruturado e redes ópticas e é colaborador da norma de cabeamento estruturado ABNT NBR 14565:2013, além de produtor de conteúdo sobre cabeamento em mídias sociais. Site: www.rvconsultoria.com.br

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