Enviado em 22.03.2017

Não adianta jogar handebol se o jogo agora é bilhar – Novos hábitos do consumidor

Precisamos nos adaptar ao que o consumidor atual pede, o que funcionava há algum tempo, talvez já não funcione hoje.

novos habitos do consumidor

Se você tem por volta de 40 anos já deve ter assistido ou ouvido falar sobre a “Armação Ilimitada”, sobre o vídeo game Atari e do histórico bordão “Quem matou Odete Roitman” e ainda, propagandas memoráveis como “O Primeiro Sutiã a gente nunca esquece” da Valisère. Sem dúvida foi uma época muito divertida e de gosto muito duvidoso.
Mas, foi-se a época em que novelas batiam 83 pontos na audiência, além das inúmeras propagandas em seus intervalos, nessa mesma época existiam infinidades de anúncios em revistas, rádios, jornais e outdoors para alcançar a maior quantidade de público possível.
Basicamente existia uma lei que determinava a comunicação de todas as marcas, quanto mais gente via a propaganda, mais gente comprava. O consumidor em frente do aparelho televisivo assistia o “Sinhozinho Malta” e “Roque Santeiro” no intervalo entre as propagandas. Este consumidor, sem atividade, não reagia às informações.
Nos anos 90 já vimos uma mudança de hábitos dos consumidores incentivada por mudanças em todo o mundo, com grandes manifestações mudaram a civilização, ex: o fim do apartheid. Os acontecimentos dos anos 90 mostraram ao consumidor que padrões que reinavam há anos, agora já estavam desgastados.
O consumidor vinha se preparando para um ambiente com estas características, e estava angustiado por mais meios que o permitissem ser mais participativo na construção desse novo tempo. Eis que surge Telefone e a Internet como uma resposta clara as suas necessidades, adotada por uma grande massa, causando uma nova revolução social nas mesmas proporções que a descoberta da escrita, da agricultura, e da Revolução Industrial. Passando a ter um papel cada vez mais ativo nas decisões da economia e muitas vezes passa a ditar as regras. Deixando de lado a passividade que existia nos anos 80 e passando então a exercer uma função na comunicação que existe no mercado sem precedentes.
Diante desses fatos, os Provedores de Internet precisam entender que o consumidor tem rostos distintos, mas com nome e necessidades específicas, não adianta jogar Handebol se o jogo agora é bilhar. Novos tempos trouxeram novas regras, pois os consumidores se unem, independentemente da distância, para conversar, lutar a favor de uma causa, criticar uma empresa e provocar mudanças na sociedade.
O consumidor é muito mais ativo nesse novo cenário global e tecnológico, ele não se restringe aos poucos meios de comunicação que existiam na década de 80. Ele não está somente na TV, rádio e jornal, mas também no Skype, Instagram, Facebook, Snapchat, na internet de maneira geral. Está no iPhone, escrevendo blog, fazendo Vlog, twittando, viajando para outros países (o que não era tão comum nos anos 80 para grande maioria), e não há verba para alcança-lo em todos os lugares.
O Provedor de Internet precisa entender essas mudanças para saber onde está o cliente e como se posicionar, pois o cliente não é apenas alguém que quer acessar a internet, é a dona Maria de 70 anos, que aos 68 encontrou uma nova maneira de se comunicar com sua família distante, mas que não tinha ainda o gatilho que precisava para estar conectada à internet, e “viver melhor”.
Hoje ainda estamos vendo propagandas dos anos 80 direcionadas as grandes massas e sem segmentações, onde “VENDE-SE INTERNET BANDA LARGA” é o tema da propaganda, e não “Como trabalhar em casa utilizando a internet”. Ainda temos sites que mais se parecem com panfletos, com botões de quem somos, nossos serviços, nossos parceiros, nosso contato. Precisamos nos adaptar as novas formas de comunicação e Marketing, para que saibamos nos posicionar melhor onde os nossos clientes estão.

 

Agradeço todo apoio na autoria deste artigo que recebi de Olisnei Nascimento, Janaína Horn, nossos diretores e toda equipe da Nova Soluções e da Projeta Telecom.

 

Thiago Buenaño
Empreendedor na área de Telecomunicações

Comentários