Enviado em 01.07.2016

Cabo UTP: você sabe como funciona?

Quando o assunto é cabeamento de rede, os cabos de fibra óptica são as principais tendências, mas, em muitos lugares, a transmissão de dados ainda depende de conexões com cabos convencionais. Conheça mais sobre o Cabo UTP.

Cabo UTP

Quando o assunto é cabeamento de rede, os cabos de fibra óptica são as principais tendências, mas, em muitos lugares, a transmissão de dados ainda depende de conexões com cabos convencionais. Diversos cabos podem fazer parte de uma rede, entre eles o cabo UTP, o mais utilizado atualmente para levar informações de um ponto ao outro. Mas você sabe como ele funciona e quais são suas principais características? É o que mostraremos a seguir. Confira:

Origem

O cabo UTP tem como origem o cabo coaxial, muito utilizado nos anos 90 em redes locais Ethernet para reduzir interferências, mas de pouca flexibilidade e com taxa de transferência máxima de somente 10 Mbps.

Para superar essas limitações, empresas se reuniram e desenvolveram os cabos Unshielded Twisted Pair (UTP), também conhecidos como cabos de par trançado sem blindagem. Eles são de uma fiação mais leve, flexível e barata, que não necessita de aterramento, e com impedância constante de 100 OMHs – desenvolvida para suportar velocidades, a princípio, de até 100 Mbps, ou 250 MHz, na considerada Fast Ethernet.

Como funciona

O cabo UTP tem, geralmente, quatro pares de fios condutores trançados com saídas de dados positivas e negativas, cada qual com sua finalidade específica, protegidos por um invólucro de PVC. Ao serem trançados uns aos outros em espirais virtuais aos pares, esse tipo de cabeamento cria uma espécie de campo magnético que aumenta a proteção contra interferências na rede e reduz as chances de ocorrência de ruídos externos durante a transmissão de informações.

Categorias de cabos UTP

Para diferenciar os tipos de cabos UTP, eles foram divididos em categorias de acordo com suas características físicas e lógicas, e numerados conforme o surgimento de novas gerações.

Categoria 1: cabos telefônicos tradicionais, utilizados nos anos 90, com capacidade de transportar somente voz.
Categoria 2: utilizados antes das redes Ethernet, com capacidade de transmissão de até 4 Mbps.
Categoria 3: primeira categoria desenvolvida para redes de computadores de até 10 Mbps, com capacidade transmissora de 16 MHZ, e em que teve início a padronização dos pares trançados.
Categoria 4: com 4 pares trançados, essa categoria de cabeamento possibilitou a utilização de redes com transmissão de dados com até 20 MHZ e velocidade de 16 Mbps.
Categoria 5: o maior salto de modernidades dos cabos UTP. Essa nova categoria permitiu transmissões com até 100 MHZ e transferências de 100 Mbps.
Categoria 5e e 6: onde surge a Gigabit Ethernet, pois esse cabeamento suporta envio de dados de até 1 Gbps.
Categoria 6a: a mais moderna entre as existentes, com capacidade para até 10 Gbps e ondas de 500 MHZ, porém, atualizada para reduzir as interferências entre os pares de cabos.

Vantagens

As grandes vantagens dos cabos UTP são, principalmente, seu baixo custo – um metro de cabo custa cerca de R$ 0,70, e seus conectores (RJ45) R$ 0,90 – e a maior capacidade de transmissão de dados. Enquanto na Fast Ethernet são necessários somente dois pares de fios trançados para realizar o envio e o recebimento de dados com velocidade de até 100 Mbps, nas transmissões superiores a 1 Gbps são utilizados os quatro pares para suportar essa transição Full Duplex, onde a transmissão e a recepção de informações são feitas simultaneamente.

Além disso, apesar de mais vulneráveis do que os cabos com blindagem eletromagnética, os cabos UTP cumprem com qualidade e eficiência seu papel. Contudo, é importante lembrar que as normas regulamentadoras para a utilização desse tipo de cabeamento devem ser respeitadas e a distância entre os pontos interligados não deve ultrapassar os 100 metros para se evitar atenuação do sinal, ou seja, perda de força na transmissão dos pacotes de dados.

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